A Way to Nowhere

Dois amigos com problemas para se expressar, com ideias divergentes e objetivos convergentes .

Mais que bem vindo seja .

Sou Ateu Porque Preciso (Texto de Alex Castro)

Confesso: eu acredito viver no melhor universo possível.


Não suportaria existir em um universo regido por uma força divina misteriosa e caprichosa.

Não suportaria saber que minha alma viverá eternamente, em eterno prazer ou sofrimento, baseado no que fiz ou deixei de fazer nesses poucos anos terrenos, e com base em critérios inescrutáveis.

Não suportaria saber que vou seguir nascendo e renascendo, quase que infinitamente, mas sem lembrar de nada!

Se existe deus, então a vida não tem nenhum sentido. Quem tem sentido é deus e o nosso sentido provém dele. Não somos mais do que suas cobaias, manipulados daqui pra lá, correndo como hamsters naquelas rodinhas, ignorantes de seus verdadeiros propósitos. Ao seu bel-prazer, somos mortos, escravizados, santificados, até mesmo afogados em massa, quando falha o experimento.

Se existe deus, então todos os esforços da humanidade para se entender e se auto-gerir, toda a ciência e toda a filosofia, de nada valem. Se existe deus, então não existe ética ou moralidade: somente adequção ou não às regras impostas pela divindade.

Se existe deus e temos o livre-arbítrio, então o arbítrio de livre não tem nada, é uma dádiva da qual só desfrutamos porque nos foi concedida e pode ser tirada tão facilmente quanto.

Já disseram que, se deus não existe, então tudo é permitido. Mas se deus existe, por outro lado, então não vale a pena fazer nada, pois nada faz sentido.

Um leitor questiona:

“Para mim, a grande questão não é se deus existe ou não, mas se nós vamos de alguma maneira continuar existindo depois da morte. Eu acredito que vamos continuar, de alguma maneira. Tenho que acreditar. Porque se não vamos, o que é essa vida senão um sonho? Aí é que ela vida não tem mesmo sentido, propósito nenhum. Se não há sentido para quê continuar? Por que não dar um tiro na cabeça daqui a cinco minutos(quando terminar o café)?”

Eu não dou um tiro na cabeça agora porque (além de não ter uma arma) quero saber o fim da novela, porque ainda há uns dois mil livros que eu quero ler e umas cem mulheres que quero comer, porque eu quero assistir os próximos filmes do Almodóvar pra saber o que esse louco vai aprontar, porque ainda falta eu escrever no mínimo uma dúzia de livros que tenho dentro de mim, e etc etc. Será que tudo isso não é motivo suficiente pra não se enfiar uma bala na cabeça?

Talvez deus realmente exista. Sinto calafrios com essa possibilidade mas, sim, talvez sejamos todos somente marionetes em seu projeto cósmico.

Mas, se não podemos ter liberdade, melhor a ilusão da liberdade do que nada.

Sou ateu não por ter concluído, após cuidadosa análise das evidências empíricas, que não existe base factual para sustentar a existência de deus.

Sou ateu porque eu só poderia existir e funcionar como ser humano em um universo sem deus.

Sou ateu porque preciso.”
MOB 

Erich Fromm (1961).

“As utopias negativas*  expressam o sentimento de impotência e desesperança do homem moderno assim como as utopias antigas** expressavam o sentimento de autoconfiança e esperança do homem pós-medieval. Não poderia haver nada mais paradoxal em termos históricos do que essa mudança:  o homem, no início da era industrial, quando na realidade não possuía os recursos  para um mundo no qual a mesa estaria posta para todos os que desejassem comer, quando vivia num mundo no qual existiam razões econômicas para a escravidão, para a guerra e para a exploração, e no qual o homem apenas intuía as possibilidades de sua nova ciência e de sua aplicação à técnica e à produção - ainda assim, o homem no início do progresso moderno era repleto de esperança. Quatrocentos anos mais tarde, quando todas essas esperanças são realizáveis, quando o homem pode produzir o suficiente para todos, quando a guerra se tornou desnecessária porque o desenvolvimento técnico pode dar a qualquer país mais riqueza do que as conquistas territoriais, quando este planeta está em processo de se tornar tão uno quanto era um continente quatrocentos anos atrás, no momento exato em que o homem está prestes a concretizar sua esperança, ele começa a perdê-la.”

Utopias negativas* : Livros futuristas como “1984”, “Nós” e “Admirável mundo novo”, que descrevem o futuro do mundo de maneira desesperançosa, pessimista.

Utopias antigas** :
Já essas são livros dos séculos XVI e XVII, como “Utopia”, “Cidade do Sol” e “Cristianápolis”. Elas descrevem o futuro com esperança e otimismo.

MOB

“Por que tanto ceticismo?

Ano 4, n. 11, 2011

Parto do princípio de que o ceticismo é condição “sine qua non” da literatura e da reflexão teórica sobre ela. Esse princípio, no entanto, assusta quem vê no cético apenas aquele que não acredita em nada. O susto se baseia numa compreensão comum, mas equivocada, do ceticismo.

O cético não é aquele que não crê, mas aquele que duvida sistematicamente de tudo, inclusive daquilo em que acredita. A filosofia, lá nos primórdios gregos, começa com o pensamento cético, isto é, com o pensamento dubitativo. O termo “ceticismo” deriva da palavra grega “skepsis”, que significa “procura”. Um cético, então, é aquele que procura sempre a verdade, mas não se conforma com o que acha e continua a procurar e a perguntar. Ele precisa continuar a procurar e a perguntar para poder continuar a pensar.

O lema do cético se encontra em “La recherche de la vérité” – “A procura da verdade” – um romance de René Descartes publicado apenas após a sua morte: “dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum” – ou seja, “duvido logo existo, ou, o que é o mesmo, penso logo existo”.

Faz sentido que o filósofo não tenha divulgado esse lema em vida, na época da Santa Inquisição, mas apenas a parte final que todos conhecemos: “cogito ergo sum”. Recuperando-o, vemos que ele entendia que pensar é igual a duvidar. Quando se para de duvidar, não se pensa mais, tão somente se repetem dogmas.

O eixo do ceticismo é outra palavra grega: “epoché”. A epoché implica a suspensão do juízo. Justamente para não interromper o pensamento, um cético tenta suspender, ou pelo menos adiar o máximo possível, todo juízo e todo julgamento sobre o que investiga. Desse modo, ele continua investigando, ele continua perguntando, para ampliar e refinar seu saber sobre as coisas sem interromper o seu movimento de querer saber, isto é, sem cristalizar e coisificar este saber.

Vejamos um poema concreto de Vaclav Havel. O poema se chama “o filósofo” e nos mostra um solitário ponto de interrogação cercado por dezenas de pontos de exclamação. O poema ilustra bem a necessidade do ceticismo: é preciso plantar um ponto de interrogação no meio dos arrogantes e dogmáticos pontos de exclamação.

O ceticismo pode ser encarado como uma espécie de “terapia da razão ensandecida”. Sim, a razão pode enlouquecer, o que costuma acontecer quando ela é afetada pelo vírus do dogmatismo e das certezas absolutas. A razão que deseja chegar à verdade e acha possível fazê-lo em breve constrói monumentos à loucura humana, como Auschwitz e Hiroshima, mais recentemente, ou a Inquisição e a escravidão, um pouco mais antigamente.

Segundo o físico Carl Sagan, os dois pilares da ciência moderna são o ceticismo e o entusiasmo. É preciso associar o entusiasmo de tentar saber o que ainda não se sabe com o questionamento permanente do que de fato se sabe. Toda a ciência funciona a partir de hipóteses básicas, que outra coisa não são do que suposições a serem testadas através de ensaio e erro para gerarem sempre novas suposições mais refinadas, isto é, novas hipóteses – em última análise, novas ficções reguladoras e necessárias.

Mas qual é a relação da ficção, no seu sentido estrito, com o ceticismo?

Penso que a ficção é estruturalmente cética, mesmo quando o seu autor não se imagine como um cético. A ficção olha para a realidade e pergunta: “hum, por que tem de ser assim e não pode ser assado?”. Daí, a ficção “assa” (ou frita, como preferirem) a realidade, transformando-a em outra coisa, a saber: transformando-a em metáfora.

A ficção implica sempre uma grande pergunta sobre a realidade, levando autor e leitor a entrarem confortavelmente em estado de “epoché”, ou seja, em estado de dúvida e suspensão do juízo e das certezas. A literatura “perspectiviza” a realidade, porque ela nos força a olharmos a realidade pela perspectiva do narrador ou do protagonista, portanto por uma perspectiva diferente da nossa.

A leitura de ficção implica, então, uma escola de tolerância. Temos aqui, de repente, uma ótima resposta para aquela pergunta recorrente: por que preciso aprender literatura?

Resposta: para aprender a tolerância.

Para aprender a ver o outro e os outros por dentro, através dos olhos e das palavras de um personagem.”

Por Gustavo Bernardo.

Fonte: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/coluna.php?seq_coluna=58

MOB

Simplesmente lindo. Um dos melhores filmes de todos os tempos.
MOB

@danielbovolento

“Eu sempre admirei muito aquelas gurias que davam foras diretos, do tipo que você não teria mais dúvidas do que elas sentem por você. Mas, como sortudo que sou, sempre me deparei com o tipo de guria que resolvia exaltar a pior qualidade que eu tinha em meus tempos infanto-juvenis: ser um cara legal.

“Caras legais” é a raça poodle pra toda mulher. É o cara que vai ajudá-la naquela prova de álgebra linear em que ela não sabe nem somar, vai levá-la pra ver aquele filme que ninguém quis ver com ela, vai fingir que gosta de ouvir o que ela fala só porque está interessado ou, na pior das hipóteses, porque gosta dela. No final das contas, ela vai passar a mão na cabeça, deixar de lado e partir pra outra.


Parece equivocado o que eu estou dizendo, que é lógico que não é bem assim, afinal de contas, que mulher recusaria aquele cara que faz tão bem à ela desta forma? A minha resposta é: todas. Todas as mulheres vêem na espécie de cara legal um tipo de porto seguro. E nenhum porto seguro serve como primeira opção de embarque de alguém. Uma mulher necessita daquela movimentação num relacionamento, seja por necessidade de emoção, por fuga, por querer se sentir em perigo ou por puro capricho. A verdade é que ninguém quer se ancorar naquela categoria estereotipada como certinho, como previsível, como perfeito demais pra ela.

E é por isso que a maioria das gurias acaba se apaixonando por aquele sujeito todo errado da vida. Porque ele oferece exatamente o que ela precisa, em tese, num relacionamento: a sensação de imprevisibilidade. Mas, enquanto está explicado o lado feminino da questão, o “cara legal” fica parado com cara de babaca enquanto a guria dispara para ele todos os adjetivos que ela tem a seu respeito. “Mas você é especial demais para mim, eu não quero ter nada com você pra não estragar isso.” “Mas você é foda, você é perfeito pra mim, não quero que seja assim…”

E por aí, o “cara legal” se desaponta e se questiona o porquê de ser legal. Ele se questiona se há algo de errado em querer alguém bem, em não pensar em ter algo com ela e nunca mais dar as caras ou fingir que não a conhece. O grande problema da frustração do “cara legal” é que a guria deixa uma espécie de expectativa. E eu juro que vejo que algumas delas não fazem por mal. Mas sabe aquela história que eu contei sobre ele ser um porto seguro? Então, é bem isso. Se nada der certo, ela se ancora nele antes que a tempestade faça o barco naufragar. Se nada der certo, ele é o contentamento dela com uma situação que ela não pôde mudar. Se nada der certo, ele é seu plano Z.

E não as culpo por ter essa visão do “cara legal” como raça menosprezada. Não mesmo. Só acho engraçado esse longo ciclo vicioso. Porque o “cara legal”, caso resolva atender às necessidades dela se tornando um grande filho da puta, acaba por sair da categoria poodle e chega à categoria Rottweiler: perigoso demais e babaca demais pra ela. Ele se torna exatamente o oposto do que ela queria. E o guri continua achando que o problema era com ele… Coitado de quem for pagar a conta do analista mais tarde.

A grande moral da história é que aquela máxima do clichê “Não trate como prioridade quem te trata como opção” representa um grande beco sem saída pro poodleman. Enquanto ele fica naquela dicotomia entre não saber o que fazer e não querer perder tudo de uma vez, a guria brinca de passear com ele no bosque e depois sair pra se exibir com o Pastor Alemão do vizinho. E ela só vai saber que o cachorrinho que a acompanhava fielmente era quem realmente importava no momento em que o barco naufragar e o porto seguro não for mais seu.”
MOB

devaneiando:

Mas vocês são realmente incríveis no quesito HIPOCRISIA. Estou adorando essa vibe de “Santos” do facebook. Querem seguir a bíblia? Ótimo.. Mas que sejam coerentes. Lembrem-se: Sexo antes do casamento é pecado! “ISSO NUNCA SERÁ ACEITO POR DEUS.”, se embriagar é pecado! “ISSO NUNCA SERÁ ACEITO POR DEUS.”, Mentira é pecado! “ISSO NUNCA SERÁ ACEITO POR DEUS.” Redtube é pecado! “ISSO NUNCA SERÁ ACEITO POR DEUS!”. Não estou aqui para falar que sou perfeito, MAS PARA LEMBRAR QUE TODOS NOS SOMOS FALHOS. Deus deu o livre arbítrio para cada um fazer o que quiser e não cabe a você julgar. Querem seguir a risca o livro de levíticos? ENTÃO PAREM DE COMER CARNE DE PORCO! “Lv 11:7-8 E o porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, mas não rumina, esse vos será imundo. Da sua carne não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; esses vos serão imundos.” NÃO CORTEM O CABELO! “Lv 19:27 Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem desfigurareis os cantos da vossa barba.” NÃO ANDEM NA MODA! “Lv 19:19 ..nem vestirás roupa tecida de materiais diversos.” Chega de hipocrisia, chega dessa modinha de “santos do facebook” _|_
~ por. Guilherme Rocha

MOB

devaneiando:

Mas vocês são realmente incríveis no quesito HIPOCRISIA. Estou adorando essa vibe de “Santos” do facebook. Querem seguir a bíblia? Ótimo.. Mas que sejam coerentes. Lembrem-se: Sexo antes do casamento é pecado! “ISSO NUNCA SERÁ ACEITO POR DEUS.”, se embriagar é pecado! “ISSO NUNCA SERÁ ACEITO POR DEUS.”, Mentira é pecado! “ISSO NUNCA SERÁ ACEITO POR DEUS.” Redtube é pecado! “ISSO NUNCA SERÁ ACEITO POR DEUS!”. Não estou aqui para falar que sou perfeito, MAS PARA LEMBRAR QUE TODOS NOS SOMOS FALHOS. Deus deu o livre arbítrio para cada um fazer o que quiser e não cabe a você julgar. Querem seguir a risca o livro de levíticos? ENTÃO PAREM DE COMER CARNE DE PORCO! “Lv 11:7-8 E o porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, mas não rumina, esse vos será imundo. Da sua carne não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; esses vos serão imundos.” NÃO CORTEM O CABELO! “Lv 19:27 Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem desfigurareis os cantos da vossa barba.” NÃO ANDEM NA MODA! “Lv 19:19 ..nem vestirás roupa tecida de materiais diversos.” Chega de hipocrisia, chega dessa modinha de “santos do facebook” _|_

~ por. Guilherme Rocha

MOB

(Source: uniduniteh)